11 meses do Cauã
Hoje, dia 06 de Março de 2019, o Cauã completou onze meses de vida. É tão misterioso e belo o universo que se abriu com sua chegada. Um misto de sentimentos e compreensões. Todos os dias ele me põe diante de mim.
Não posso pensar nele, sem pensar em mim. E da mesma forma, não posso pensar em mim, sem pensar nele.
Antes me satisfazia ver os dias passar, me satisfazia um momento de prazer imediato, um contentamento com o que tem, um envolvimento emocional com dramas e tramas da "vida".
Mas agora, tudo isso parece ser um grão de areia. A partir de agora, meu caminhar virou trilha para uma criança brincar, viver, conhecer o mundo. E como se isso já não me colocasse em compromisso, essa criança cresce, vira adulto. E tudo que for conquistado moral e materialmente só faz sentido por que ele é quem vai dar continuidade.
É duro saber que a sociedade está um caos, mas olha que curiosa a vida é. No mundo do Cauã tudo está bem, ele acorda todos os dias sorrindo, dorme depois que seu Pai e sua Mãe se deitam, sente-se seguro, amado e confortável com a vida que lhe proporcionamos.
Me sinto grata diante do Grande Mistério por nos oportunizar tais momentos, mas minha capacidade de raciocinar não me permite esquecer que ele vai crescer, já está crescendo. E que viver cada dia como se fosse último foi bom até aqui. Mas e agora? E se esse não for o último dia? E se meu filho crescer, e se um dia eu for avó?
Puxa vida! Se puxar na vida! Que piada, não é que os mais velhos tinham razão! Tem que estudar, tem que trabalhar, tem que aprender a se virar, o futuro bate na porta do presente todos os dias, mas a gente acha que ele só vai chegar semana que vem. Eu só estou percebendo isso agora, como é que eu vou passar credibilidade para o meu filho? E quando estou sozinha com meus botões ainda ouço minha infância cochichando, "bora lá brincar de correr na chuva", mas opa, pera lá, quem vai fazer o almoço? Eis que somos agraciados pelo ensino de organizar e planejar o tempo. Sempre achei isso um tédio, mas entendi agora porque é necessário.
E se for olhar bem, não é novidade. A natureza é extremamente organizada e nós também somos natureza. Me resta encontrar meu ritmo e seguir os dias com leveza, assumindo a responsabilidade que me cabe. Essa é a única maneira que posso ensinar com eficiência meu filho a andar, andando. Já dizia alguém que não sou eu; "não é o que se diz, é o que se faz".
Não posso pensar nele, sem pensar em mim. E da mesma forma, não posso pensar em mim, sem pensar nele.
Antes me satisfazia ver os dias passar, me satisfazia um momento de prazer imediato, um contentamento com o que tem, um envolvimento emocional com dramas e tramas da "vida".
Mas agora, tudo isso parece ser um grão de areia. A partir de agora, meu caminhar virou trilha para uma criança brincar, viver, conhecer o mundo. E como se isso já não me colocasse em compromisso, essa criança cresce, vira adulto. E tudo que for conquistado moral e materialmente só faz sentido por que ele é quem vai dar continuidade.
É duro saber que a sociedade está um caos, mas olha que curiosa a vida é. No mundo do Cauã tudo está bem, ele acorda todos os dias sorrindo, dorme depois que seu Pai e sua Mãe se deitam, sente-se seguro, amado e confortável com a vida que lhe proporcionamos.
Me sinto grata diante do Grande Mistério por nos oportunizar tais momentos, mas minha capacidade de raciocinar não me permite esquecer que ele vai crescer, já está crescendo. E que viver cada dia como se fosse último foi bom até aqui. Mas e agora? E se esse não for o último dia? E se meu filho crescer, e se um dia eu for avó?
Puxa vida! Se puxar na vida! Que piada, não é que os mais velhos tinham razão! Tem que estudar, tem que trabalhar, tem que aprender a se virar, o futuro bate na porta do presente todos os dias, mas a gente acha que ele só vai chegar semana que vem. Eu só estou percebendo isso agora, como é que eu vou passar credibilidade para o meu filho? E quando estou sozinha com meus botões ainda ouço minha infância cochichando, "bora lá brincar de correr na chuva", mas opa, pera lá, quem vai fazer o almoço? Eis que somos agraciados pelo ensino de organizar e planejar o tempo. Sempre achei isso um tédio, mas entendi agora porque é necessário.
E se for olhar bem, não é novidade. A natureza é extremamente organizada e nós também somos natureza. Me resta encontrar meu ritmo e seguir os dias com leveza, assumindo a responsabilidade que me cabe. Essa é a única maneira que posso ensinar com eficiência meu filho a andar, andando. Já dizia alguém que não sou eu; "não é o que se diz, é o que se faz".

Gentee, gostei muito da maneira suave e organizada do texto. Vou amar acompanhar seu blog.
ResponderExcluirInteressante se utilizar dessa ferramenta para compartilhar idéias e vivências, assim crescemos com você.